sexta-feira, 27 de maio de 2016

  
Oi genteee!!!! Tudo bem???

 Hoje eu não trabalhei (a empresa onde trabalho emendou o feriado \o/ \o/ \o/) e estou aqui com o Boris só curtindo o friozinho debaixo das cobertas, hehe. O Mateus já está chegando pra gente assistir a um filme juntos. Enquanto ele não chega, deixe-me contar para vocês o que tenho pesquisado sobre a Toxoplasmose, essa que é uma doença tão séria na gestação. Vamos lá?





    Toxoplasmose

   A toxoplasmose, ou popularmente chamada doença de gato, é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. A forma de contágio deste parasita se deve de três maneiras. Uma delas é ocorrida em ambientes onde existam gatos. Apenas os felinos são transmissores do Toxoplasma gondii. São eles os responsáveis, dentro do ciclo biológico da doença, pela produção e eliminação dos oocistos, levando à perpetuação da doença. E gato é um transmissor importante porque é um animal domesticado. Estes felinos ingerem os cistos (formas residuais do parasita), que estão presentes nos tecidos de outros animais (como ratos e pássaros) e eliminam os oocistos através das fezes. Os oocistos se transformam em esporos, se tornando infectantes e contaminando o ambiente.

   A segunda maneira se adquirir o parasita é através do consumo de carne contaminada. O protozoário pode estar presente nos organismos de mamíferos e aves, que infectados com os cistos, apresentam esse parasita alojado em seus músculos. A ingestão de carne crua ou mal passada infectada libera o protozoário que dissemina a infecção pelo ambiente. Há ainda uma terceira forma de contágio que é através da ingestão de água, frutas ou vegetais contaminados. A recomendação é somente consumir estes alimentos após realização da higienização adequada dos mesmos.

  No Brasil, de acordo com cada região do país, de 40% a 90% dos adultos são positivos para a doença. Grande parte da população brasileira e também mundial apresenta anticorpos específicos contra o Toxoplasma gondii, sem que haja qualquer manifestação da doença. Porém, algumas populações devem ser consideradas pertencentes a um grupo com maior risco de contaminação. São os casos dos portadores de distúrbios imunossupressores (HIV, por exemplo) e mulheres gestantes. 
























Toxoplasmose durante a gestação

  
  Na gravidez, a toxoplasmose é geralmente assintomática, ou em alguns casos, traz poucos sintomas para a gestante, mas pode levar a complicações sérias para o feto. No bebê, essas complicações variam de acordo com o trimestre da gravidez em que houve a infecção da mãe.

  Estima-se que, por ano, nasçam cerca de 8 mil bebês com toxoplasmose congênita –transmitida via placenta. Muitos fetos nesta condição nem mesmo chegam a nascer. Parte da culpa pelo problema é dos obstetras, que por negligência ou falta de informação, não fazem o diagnóstico adequado da doença. O exame, visto como rotina por médicos, é solicitado apenas no início da gravidez. Conduta essa, que deveria ser repetida durante todo o pré-natal. O resultado é que 90% dos casos de toxoplasmose congênita não são diagnosticados.

  Na pessoa com o sistema imunológico em ordem, a toxoplasmose é geralmente benigna e lembra uma gripe ou resfriado. Os parasitas são rapidamente atacados pelas defesas do nosso organismo. O mesmo não acontece com o feto. Quando a mãe, que nunca teve contato com o T. gondii o adquire pela primeira durante a gestação, fica o feto exposto ao risco de desenvolver a toxoplasmose congênita. A contaminação ocorre porque o sistema imunológico do bebê ainda não funciona muito bem. Uma vez que os toxoplasmas caem na corrente sanguínea materna, podem atravessar a membrana placentária e atingir a circulação do feto. Ocorre então a infecção congênita.


Os riscos para o bebê de acordo com o trimestre de gestação

  O risco de a mãe passar a doença para o bebê durante a gestação é gradativamente maior, conforme mais avançado for o período da gravidez. A gravidade, porém, é inversamente proporcional ao tempo da gestação e à facilidade da transmissão.


No primeiro trimestre de gravidez

  Nas seis primeiras semanas, o risco de transmissão do toxoplasma para o feto é de 1% a 2%, pois a placenta possui pouca vascularização. Porém, se a mãe infecta-se no primeiro trimestre e passa o toxoplasma para o feto, o estrago é desastroso. Geralmente as sequelas são graves, e em muitos casos, pode ocorrer o aborto espontâneo, em especial no primeiro mês. O bebê infectado até a 17ª semana, já ao nascer, pode apresentar sinais como: hipotonia (o corpo fica molinho, ele não mama bem), fígado e baço aumentados e pintinhas vermelhas por sangramento em todo o corpo. Também lesão ocular, que pode afetar os dois olhos (retinocoroidite bilateral), convulsões, calcificações intracanianas e microcefalia/hidrocefalia, revelando grande destruição do tecido cerebral.


No segundo trimestre de gravidez


  Até a 17ª semana o risco sobe para cerca de 15%. Da 17ª à 25ª atinge aproximadamente 50%. O feto, entretanto, não é tão afetado quanto no primeiro trimestre. Mesmo assim, o bebê pode apresentar problemas como pequeno retardo mental e problemas oculares.


No terceiro trimestre de gravidez

  Da 25ª semana até o final da gravidez a chance de o feto ser contaminado sobe para 80%. Apesar de ser facilmente transmissível no último trimestre, em geral a doença mostra-se bem menos agressiva para o bebê, cuja capacidade de defesa já é bem maior.

Lesões causadas pela toxoplasmose congênita
     


O teste é indispensável!

   Já no início do pré-natal as gestantes devem fazer o exame contra o Toxoplasma gondii. A pesquisa no sangue de anticorpos IgG e IgM (é desta forma que o médico solicita o exame) irá definir se a mãe já teve contato com o parasita ou não.
Estes são os possíveis resultados e seus significados:

IgM negativo e IgG positivo – a gestante já teve contato com o toxoplasma. Por isso está imunizada e não apresentará perigo de uma nova infecção. Ela pode ficar tranquila, não há riscos para o bebê.

Teste de Toxoplasmose mostrando resultado negativo
IgM e IgG positivos  - a gestante pode, ou não, ter apresentado infecção recente. Os exames atuais mais sensíveis analisam a situação de até dois anos antes. Por isso, o ideal é a gestante fazer um teste de avidez, que especifica se a infecção é nova ou antiga, ou seja, se há risco do bebê ser contaminado. A grande maioria dos casos indica que grávidas com IgM e IgG positivos têm alta avidez.  Isso significa que a gestante foi infectada anteriormente a gravidez, e por isso não traz riscos para o feto.

IgM e IgG negativos – os anticorpos negativos demonstram que a gestante nunca teve contato com o parasita e pode vir a infectar-se e transmitir o toxoplasma para o bebê.  A preocupação inicial é evitar a contaminação através de medidas de higiene e de dieta para a gestante. Outro cuidado essencial é a repetição do teste, que deve ser feito, no mínimo, a cada mês. A repetição do teste é obrigatória e é a única maneira de obter o diagnóstico precoce da infecção materna. Assim o tratamento poderá ser feito, reduzindo o risco de transmitir o toxoplasma para o bebê.

  O que eu recomendo para as gestantes, que, assim como eu, ainda não tiveram contato com a infecção, é sempre pedir a repetição do teste. O teste não pode ser feito na última hora, e o obstetra não pode esquecer-se disso! Essa atitude pode salvar a vida do bebê.


 Achei necessário falar também dos cuidados que as grávidas com gatos em casa devem ter. Não é para sair por aí jogando o pobre do gatinho na rua não. Pelo amor de Deus, gente! Entretanto, é fundamental que a gestante tome algumas precauções...

  Os donos de felinos devem evitar que os gatos tenham hábitos selvagens de caça. É importante restringir o espaço do seu gatinho a ambientes externos e utilizar produtos industrializados para a sua alimentação. Isso pode impedir o contato deles com roedores ou pássaros que possam estar infectados.

  Outra prevenção importante é a realização de limpeza diária das caixas sanitárias. Essa rotina previne consideravelmente o contágio, já que a esporulação dos oocistos ocorre 2 dias após sua liberação junto às fezes contaminadas. Caso as gestantes sejam as responsáveis pela higiene das caixas, o mesmo deve ser feito usando luvas e até máscara, já que pode ocorrer inalação dos oocistos.






Aaah, gente!!!!!  Peraí que tenho que apresentar alguém para vocês...






ESTE É O BORIS!!!  Deitadinho em seu momento de preguiça repouso. Como todo bom gato ele adora dormir, e claro, comer muito (principalmente whiskas sachê, rsrs). É ou não é a coisa mais fofa do mundo?!  


Queridooos, já me vou. Beijos, fiquem com Deus e até as próximas...


Referências:



terça-feira, 24 de maio de 2016

Olá meus amigos!! Oi Alice, prazer!! Como vocês estão??? Comigo está tudo bem.


    Então... quando descobri que estava grávida, claro que fui ao médico fazer todos os exames pra ter certeza que estava tudo certo comigo e com meu bebê meus bebês. Meu médico obstetra, o Dr. Fernando (que, aliás, é super bonzinho e é a caaara daquele ator americano, o Harrison Ford, sabem? Aquele que fez os filmes Indiana Jones, rsrs) ele pediu para eu fazer todos os exames de rotina: hemograma, glicemia, exame de urina, etc...  Pediu também uma coleta de sangue para pesquisar a existência de hepatite B, toxoplasmose, HIV, rubéola e sífilis. Além, é claro, do ultrassom.  Graças a Deus, todos os exames apresentaram resultados negativos.

   Aaah... aproveitando para responder a pergunta que a  Alice fez nos comentários... como eu tenho o Boris, e apesar de o exame de toxoplasmose ter dado negativo, o Dr. Fernando acha importante eu não  ter contato com gatos. Ele disse  que é porque eu posso me expor ao risco de pegar essa doença. Ele me deixou ciente da situação, viu Alice? O problema é que eu não consigo ficar sem o meu gatinho! Não conseguiria deixar ele longe de mim. Fora que, com quem eu poderia deixá-lo?  Na casa dos meus pais não daria, porque o meu pai é alérgico nível hard a pelos de gatos. Já o Mateus mora com um amigo dele que tem um cachorro enooorme. Segundo Mateus, o cachorro “não é muito fã de gatos”. Então gente, eu fico nesse dilema, não quero expor meus bebezinhos a nenhum risco, mas também não posso me desfazer do Boris, que é meu “filhinho” também. Meu médico disse então pra eu não ter contato nenhum com as fezes do meu gato. Pra isso eu tenho a ajuda do Mateus e da minha amiga Paula. Eles estão limpando pra mim a caixa de areia do Boris todas as vezes que eles veem me visitar (tadinhos, rsrs). 

   É, preciso ter cuidado para não pegar essa infecção, já que existe a possibilidade de transmitir algo que poderia trazer complicações congênitas para os babies. E é claro que esse assunto (muito) me interessa. Por isso pesquisei e vou explicar para vocês o que são anomalias congênitas e os agentes causadores dessas deformidades. Ok?! Vamos lá...



Teratologia

   A teratologia é o estudo das anormalidades que podem ocorrer no embrião em desenvolvimento, e que provocam malformações congênitas (defeitos de nascença). Essas alterações morfológicas variam desde a formação defeituosa de um ou mais órgãos, até a completa ausência do órgão. 

  Um agente teratogênico é definido como qualquer substância, organismo, agente físico ou estado de deficiência que, estando presente na formação embrionária ou fetal produz uma alteração na estrutura ou função da descendência.

  A aparição de anomalias congênitas devido à exposição a agentes teratogênicos pode ocorrer de acordo com o período de exposição da gestante, do tipo do agente em que foi exposto, da duração da exposição e da dose exposta.Podendo levar a consequências tais como: aborto, prematuridade, malformações, distúrbios do comportamento e/ou aprendizado e até alteração no crescimento do bebê. O risco de a criança desenvolver algum tipo de alteração após o nascimento também pode acontecer, já que algumas substâncias podem ser excretadas no leite materno.

Curiosidade

Causa das anomalias congênitas humanas. Observe que causa das anomalias mais comuns são desconhecidas e que 20% a 25% delas se devem a uma combinação de fatores genéticos e ambientais (herança multifatorial).


   As anomalias congênitas são a maior causa de mortalidade infantil e podem apresentar quatro tipos clinicamente significantes: malformação, perturbação, deformação e displasia (anomalias no desenvolvimento de um órgão ou tecido). As causas das anomalias congênitas são divididas em:

a)      Fatores genéticos (gênicos e cromossômicos):
Os fatores genéticos gênicos são aqueles que passam do pai para os filhos e são denominados hereditários. Um exemplo é a polidactilia  (alteração na quantidadedos dedos das mãos ou dos dedos do pé) Imagens 1 e 2. 


                          Imagem 1           Fonte: http://sorisomail.com/partilha/164393.html




 Imagem 2                Fonte:  http://acgt.blogs.sapo.pt/tag/polidactilia


   Enquanto que os genéticos cromossômicos se referem ao número ou estrutura anormais dos cromossomas da espécie (ex: Síndrome de Down).

b)     Fatores ambientais:
Os fatores ambientais compreendem os vírus que determinam as infecções (agentes biológicos), agentes químicos ou agentes físicos:

·         agentes biológicos: destacam-se bactérias, fungos e vírus, como por exemplo a rubéola.  A infecção causada pela rubéola,nas primeiras quatro semanas após a concepção, possui altos riscos de gerar malformações do tipo lesões cardíacas, microcefalia (encéfalo pequeno) (Imagem 3), retardo no crescimento etc


                                Imagem 3           Fonte: http: //paraibaonline.net.br/entenda-o-que-e-a-
                                                                               microcefalia-e-por-que-ha-um-aumento-dos-casos/


·         agentes químicos: envolvem substâncias químicas e drogas. Alguns exemplos mais comuns seriam o álcool (causando hipoplasia maxilar (maxila pequena), microcefalia (encéfalo pequeno) e retardo do crescimento) e a talidomida, uma droga comercializada no final dos anos 50, utilizada na gestação para alívio de enjoo (provocando focomelia, ou seja, mãos e pés inseridos diretamente no tronco).
·         agentes físicos: temperatura e principalmente a radiação que,  pode causar cegueira, defeitos cranianos e microcefalia (encéfalo pequeno).

Vou explicar direitinho sobre essas deformações congênitas que citei para que vocês possam entender melhor...


Defeitos congênitos causados por fatores genéticos

   Os fatores genéticos são as causas mais presentes de anomalias genéticas. Foi estimado que eles estejam presentes em um terço de todas as alterações. Cerca de 55% -60% de todas as anomalias  não possuem causa definida, visto que a meiose e mitose são mecanismos complexos que podem, algumas vezes, não funcionar adequadamente.  As aberrações cromossômicas estão presentes em 6% a 7% dos zigotos.

  Os indivíduos com anormalidades cromossômicas geralmente possuem características morfológicas, por exemploas características físicas presentes em crianças portadoras de síndrome de Down. Estas crianças são mais similares com outras pessoas com a mesma anormalidade cromossômica do que com seus próprios irmãos ou irmãs (Imagem 4). 


                                Imagem 4                    Fonte: knoow.net/ciencmedicas/medicina/
                                                                                                        sindrome-de-down/
                                                 

  A síndrome de Down, ou Trissomia do 21 é uma alteração genética causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.Essa alteração irá afetar o desenvolvimento da criança, além de apresentar algumas características físicas e cognitivas específicas do portador desta condição. Os riscos de se gerar um bebê com síndrome de Down aumentam conforme a idade da gestante, e que se torna mais provável sua ocorrência a partir dos 35 anos. 



Genteee, preciso ainda falar com vocês sobre outras anomalias congênitas, principalmente sobre a TOXOPLASMOSE. Vou deixar para a próxima postagem, ok? Beijo, fiquem com Deus!


Referências:

KEITH L. MOORE / T.V.N PERSAUD, Embriologia Básica pag. 312 fig.19.1.
Acesso em 24/05/ 2016.
http://paraibaonline.net.br/entenda-o-que-e-a-microcefalia-e-por-que-ha-um-aumento-dos-casos/
Acesso em 24/05/ 2016.


terça-feira, 17 de maio de 2016

Olááaaaa minhas lindezas! Tudo bem com vocês? Eu estou ótima e trago novidades... 

    Ontem disse para vocês que iria falar mais um pouco sobre a placenta, lembram? Acontece que fui ao médico para mais uma consulta de rotina e ele me contou sobre a circulação útero-placentária... Eu fiquei suuuper curiosa, então resolvi pesquisar mais um pouco (isso é o que eu mais tenho feito). Gente, tudo é muito diferente do que eu imaginava e é claro que vou compartilhar com vocês. Fiquem ligadinhos nas informações abaixo...


   Como havia contado para vocês, a placenta possui duas porções: a porção materna da placenta é a decídua basal e porção fetal é o córion viloso, que possui vilosidades projetando-se para o espaço interviloso. Essas porções placentárias encontram-se fortemente aderidas pelo citotrofoblasto, que permite que o saco coriônico possa se ligar à decídua basal, onde suas vilosidades coriônicas prolongam-se para o espaço interviloso.

  Com a proliferação das vilosidades coriônicas na decídua basal, os septos placentários (projeções da decídua basal) se desenvolvem em direção à placa coriônica. Os septos da placenta dividem a parte fetal da placenta em áreas arredondas chamadas de cotilédones. Os septos placentários também dividem o espaço interviloso em compartimentos que comunicam-se livremente, já que os septos não alcançam a placa coriônica. O sangue materno chega então ao espaço interviloso através das artérias endometriais (Fig. 4). Descrição: como trabalhar pela internet



































Circulação materno-placentária

  Na circulação materno-placentária, o sangue materno entra no espaço interviloso (que é a placa coriônica) por uma quantidade de 80 a 100 artérias espiraladas. As artérias espiraladas chegam no espaço interviloso com uma pressão muito alta (o sangue jorra igual a uma cachoeira, haha). São então estabelecidas trocas com o sangue fetal, sem que haja mistura do sangue materno com o sangue do feto, pois as trocas são realizadas via membrana placentária. Depois de feitas essas trocas, o sangue materno, que passa a ser um sangue pouco oxigenado, flui pelas veias endometriais e volta para a circulação sanguínea materna.

  O espaço interviloso de uma placenta possui 150 ml de sangue, reposto de 3 a 4 minutos. É uma troca rápida e constante. Gente olhem só... se a grávida estiver com algum tipo variação no sangue, como por exemplo uma baixa na concentração de glicose, essa baixa já pode ser sentida na circulação placentária em poucos minutos. Podendo causar alguma alteração no desenvolvimento do bebezinho feto. Por isso, a alimentação das gestantes deve ser bastante variada e nutritiva, com refeições a cada 3 horas (ajude-me Senhor com o sacrifício que é ficar sem a minha querida batata frita!!!). 


Circulação feto-placentária

  A circulação sanguínea no cordão umbilical é inversa à circulação do nosso corpo. Nos vasos sanguíneos do cordão umbilical, as artérias trazem sangue pouco oxigenado (sangue venoso) e a veia carrega o sangue oxigenado (sangue arterial).

  No feto, as artérias umbilicais trazem sangue pouco oxigenado (já que o sangue foi utilizado para suprir oxigênio para o feto). Esse sangue "pobre" deixa o feto através das artérias umbilicais e chega até as vilosidades pelo cordão umbilical. Quando passa para as vilosidades, alcança o local onde serão realizadas as trocas entre os produtos metabólicos e gases. Então o sangue fetal recebe o oxigênio e nutrientes provenientes do sangue materno, e retorna para o feto via veia umbilical.


Então galera, não se esqueçam: a circulação sanguínea que ocorre no cordão umbilical é inversa.

Veia = sangue muito oxigenado.
Artéria = sangue pouco oxigenado.







As trocas ocorridas no transporte placentário

  Vamos entender agora o que é feito esse transporte na placenta? Quase todas as substâncias são capazes de atravessar a membrana placentária. Esse transporte é feito por 4 mecanismos que são:
Difusão simples: acontece a favor do gradiente onde há uma alta concentração no sangue materno e baixa concentração no sangue fetal. Exemplos: difusão de água, gases, a maioria dos fármacos.
Difusão facilitada: também ocorre a favor do gradiente, mas ocorre a utilização de um transportador.  Exemplo: glicose. 
Transporte ativo: com gasto de energia (contra o gradiente de concentração). Exemplos: aminoácidos, ferro, vitaminas.
Pinocitose: Onde ocorre a entrada de moléculas grandes. Exemplos: alguns anticorpos e proteínas e determinados vírus.



 Por hoje é só, meus amores. Deixa eu ir dormir que está tarde e a minha cama está me chamando rs. 
Beijoooos!


Referências:

MOORE K L., PERSAUD T.V.N. Embriologia Clínica. 7ª Edição. Elsevier, 2008 pags; 76-95.

Sites:





segunda-feira, 16 de maio de 2016

Placenta, membranas fetais e gemealidade.

Olá meus queridos amigos!!!

Hoje eu acordei com um enjoo terrível, uma vontade de vomitar que vocês não imaginam. Ontem saí com o Mateus, fui no aniversário de uma amiga dele lá no Rancho Fundo. Foi muito divertido! Comi tanto! Rodízio de pizza, e eu amooooo. Achei que por isso estava passando mal, mas o meu médico (e a Paula também) me falou que enjoos matinais são perfeitamente normais no primeiro trimestre de gestação. Graças a Deus já estou me sentido melhor e até consegui fazer uma refeição decente. E é claro que tenho que me preocupar com o que estou consumindo, né? Porque esses dois bebezinhos aqui dependem da minha alimentação, rsrs.
Gente, aproveitando que eu estou falando alimentação... fiquei muito curiosa sobre como o embrião recebe a nutrição a partir do organismo materno. Então decidi pesquisar e contar para vocês. :)
Vamos começar falando então sobre a placenta...



A Placenta:

A placenta é um órgão discóide que fica do lado de fora do útero, e tem como função realizar a troca de nutrientes do sangue da mãe para o bebê, e por incrível que pareça não ocorre mistura estre o sangue materno e o sangue fetal.
   O bebê não fica dentro da placenta.Ele fica mesmo é dentro do âmnio. Sempre ouvi minha avó dizendo isso e cresci acreditando, mas agora que estou grávida descobri que é totalmente diferente. Todo mundo sempre diz que a bolsa estourou, ou que os médicos a romperam de forma forçada né, mas essa bolsa que todo mundo fala não é onde o bebê está. Essa “bolsa” é formada a partir da fusão do âmnio e do córion liso (uma membrana que fica em torno do embrião).  Assim que li essa novidade fui correndo compartilhar com minha amiga Paula rsrsrsrs. Ela está me ajudando muito!
A placenta é formada pelo córion viloso que é a parte embrionária e a decídua basal que é a parte materna.
Ela é muitíssimo importante, porque juntamente com as membranas fetais e o cordão umbilical, auxilia na proteção, nutrição e respiração do feto.


E como a placenta é formada?  O desenvolvimento inicial da placenta acontece através da proliferação do trofoblastro, do aumento do saco coriônico e das vilosidades coriônicas. As vilosidades coriônicas cobrem todo o saco coriónico até o inicio da oitava semana de gestação (Fig. 2-A). Com o crescimento do saco coriônico, as vilosidades coriônicas vão sendo comprimidas até degenerarem, ocorrendo a formação do córion liso. Com o córion liso já estabelecido, as vilosidades relacionadas à decídua basal proliferam, constituindo o córion viloso, a porção fetal da placenta (Fig. 2-B).
No fim da quanta semana, uma rede vascular presente na placenta já é capaz de realizar trocas de gases, nutrientes e excreções do concepto para a mãe. 

Durante a formação da placenta é produzido o hormônio  hCG (Gonadotrofina Coriônica Humana), que pode ser encontrada no sangue ou na urina, sete a dez dias após a concepção.
 E aí lembraram? Aquele exame de farmácia que a gente faz consegue detectar esse hormônio...







Membranas fetais:

Cordão Umbilical:
O cordão umbilical é formado a partir do saco amniótico que forma o epitélio do cordão, do alantóide que forma as veias e as artérias umbilicais e da vesícula umbilical.

                              fonte: http://blogdalo.com.br/o-que-e-e-qual-a-funcao
                                                                 -do-cordao-umbilical/

Âmnio e Líquido Amniótico:

O líquido amniótico desempenha papel de grande importância na gestação dos bebês.
Funções que ele realiza:
·         amortizar o ambiente fetal contra traumas, e suas propriedades antibacterianas.
·         Permitir o desenvolvimento do pulmão dos bebes
·         Ajuda no controle do da temperatura
·         Permite os movimentos dentro da bolsa
·         Evita a aderência do âmnio ao embrião
·         Auxiliam na homeostasia de líquidos e eletrólitos

Pela importância que o líquido amniótico desempenha na boa evolução da gestação, é fundamental compreender suas vias de regulação, podendo assim desenvolver terapias
para restaurar seu volume quando ele esteja alterado.
Nas primeiras semanas de gestação, o líquido amniótico é um simples ultrafiltrado do plasma materno,  já no final do primeiro trimestre a composição do líquido amniótico
começa a mudar, passando a se assemelhar ao plasma fetal, equilíbrio esse conseguido através da pele fetal e de outras vias de troca, como a placenta e o cordão umbilical.

Uma curiosidade:
Vocês acreditam que estima-se que o bebê nas fases finais da gravidez deglute até 400 ml de líquido amniótico diariamente.

Vesícula umbilical (ou saco vitelínico): 
Nos bebezinhos, apesar de não ter a função de fornecer o vitelo, a vesícula umbilical serve como local de transferência para os nutrientes que chegam ao embrião, antes do estabelecimento da placenta.

Alantoide: 
Li que nos répteis essa estrutura é importante para fazer a excreção, embora nos humanos ele não tenha essa função, o alantoide é importante para formar o sangue inicial nos embriões; para gerar estruturas como vasos sanguíneos no cordão umbilical; participa da formação da bexiga urinária, formando uma estrutura chamada de úraco (um cordão que liga a bexiga ao umbigo).

Gemealidade: 

É evidente que eu tinha que falar para vocês sobre a gestação de gêmeos, né? haha

Estudando sobre o assunto, vi que devemos classificar os gêmeos conforme a origem do zigoto. Isso quer dizer que gêmeos que vieram de um único zigoto são chamados de monozigóticos, mas eles podem ser univitelinos ou bivitelinos.

Os gêmeos originados de mais de um zigoto são chamados de dizigóticos ou polizigóticos (mais de dois zigotos) eles também podem ser univitelinos ou bivitelinos.

Então gente, essa informação que aprendemos lá no colégio que diz que gêmeos monozigóticos são univitelinos e gêmeos dizigóticos são bivitelinos é PAPO FURADO, viu?

Mas como ocorre a formação de gêmeos dizigóticos (ou gêmeos fraternos)?
Eles são formados pela fecundação de dois ovócitos por dois espermatozoides. Aí podem nascer dois bebezinhos do mesmo sexo, ou de sexos diferentes (confesso que gostaria que os meus filhos fossem um casalzinho, haha). Os gêmeos dizigóticos são por isso considerados com irmãos de mesma idade, e, em conseqüência, também denominados gêmeos fraternos.Mas os gêmeos dizigóticos não possuem características similares, são como quaisquer irmãos que nasceram em datas diferentes, podem se parecer.
Quando são implantados no endométrio com certa distância, os zigotos agora chamados de blastocistos,começam a se implantar no endométrio. Esses blastocistos então, se implantados com uma certa distância um do outro, são chamados de gêmeos dizigóticos bivitelinos (dois zigotos, duas placentas). Porém gente,pode acontecer também dos blastocistos serem implantados muito próximos um do outro, fazendo as placentas se fundirem, aí os gêmeos são chamados de dizigóticos univitelinos. Esse tipo de implantação em que as placentas se fundem é mais raro de acontecer, mas ainda assim existe essa possibilidade.
Quando isso ocorre somente o exame microscópio na região de união das placentas mostrara a presença da chamada zona T, composta de quatro lâminas (um âmnio de cada lado e dois córions no meio). Entre os dois córions será possível observar o trofoblasto e vilosidades coriônicas atrofiadas.



os gêmeos monozigóticos, hein??



Os gêmeos monozigóticos, popularmente chamados de idênticos, são formados à partir um único óvulo fecundado por um único espermatozoide. Nesse caso, vai acontecer a formação de dois novos embriões derivados de um só zigoto (por isso eles serão geneticamente idênticos) e serão sempre do mesmo sexo.

O que pode acontecer é que mais ou menos no 4° dia (durante a clivagem) o embrião pode se partir durante sua
movimentação nas trompas. Resultando na formação de dois embriões, cada um com seu saco amniótico. Então, quando forem se implantar no endométrio, um distante do outro, cada um terá sua própria placenta, e serão chamados de gêmeos monozigóticos bivitelinos (em 35% dos casos de gêmeos monozigóticos). Se forem implantados muito próximos um do outro, eles terão placentas fundidas e serão monozigóticos univitelinos
Se acontecer do embrião se partir já como na fase de blastocisto, o embrioblasto pode se quebrar e formar dois ou mais embriões, já que é do embrioblasto que se forma a placenta. Eles dividirão uma placenta, sendo então chamados de monozigóticos univitelinos. 








Síndrome de transfusão entre gêmeos:

   Acontece quando numa gravidez monocroniônica, (placenta partilhada ou fundida), diamniótica (duas membranas de líquido amniótico) pode ocorrer a anastomose dos vasos coriônicos. Esta condição acontece quando os vasos da vilosidade coriônica se fundem e o suprimento sanguíneo fica misturado - o contrário do que ocorre em uma gestação normal, em que o suprimento é direcionado para os dois vasos  placentários de forma separada. Ao ocorrer essa fusão, um dos dos gêmeos terá um aporte maior de sangue, fazendo com que esse feto passe a ser o receptor e o outro feto, que recebeu menor quantidade de fluxo sanguíneo, seja o doador. O gêmeo doador geralmente é menor, e pode sofrer anemia pela falta de fluxo sanguíneo. Já o gêmeo receptor geralmente é maior, mas pode desenvolver problemas de insuficiência cardíaca devido à grande quantidade de fluxo sanguíneo que recebe.

   Fica evidente a preocupação com a ocorrência dessa síndrome, já que ela pode levar à complicações e até à morte de um ou dos dois fetos. O que se pode (e deve ser feito!!!) é um pré-natal adequando, possibilitando um diagnóstico rápido, para assim haver um melhor acompanhamento desta gravidez. Os tratamentos são feitos através de amniocentese (retirada de parte do líquido amniótico do gêmeo receptor) para equilibrar a quantidade de líquido entre os fetos.  Também pode ser feita uma terapia a laser, sendo essas, duas formas eficientes de tratamento, apresentando ótimos resultados.





Gente, por hoje é só, empolguei e escrevi demais rs. Amanhã vou falar para vocês como OCORRE A CIRCULAÇÃO PLACENTÁRIA...

Um beijooo, fiquem com Deus!



Referências:

BEIGUELMANBERNADO, O Estudo de Gêmeos. pags; 15-16.
http://www.scielo.br/pdf/rbsmi/v5n4/27758.pdf

MOORE K L., PERSAUD T.V.N. Embriologia Clínica. 7ª Edição. Elsevier, 2008 pags; 76-95.


Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., pags 404, Recife, 5 (4): 403-410, out. / dez., 2005
http://blogdalo.com.br/o-que-e-e-qual-a-funcao-do-cordao-umbilical/Acesso em: 16/05/2016.